sexta-feira, 10 de junho de 2016


UM OLHAR PARA A CIDADE !!!




Até que ponto brincadeiras infantis de cunho sexual são inofensivas?


Curiosas por natureza, e em contato com a diversidade, as crianças, por volta dos três anos, começam a querer saber a origem de tudo e os porquês, incluindo as questões de cunho sexual. Além da auto-exploração corporal, que se intensifica nesta fase da vida, é comum as crianças repetirem nas brincadeiras comportamentos adultos e experimentarem a troca de papeis. Como na brincadeira, a fantasia não encontra limites, a representação dos universos masculino e feminino aparece sem obstáculos: dois meninos ou duas meninas podem se beijar e se acariciar; querem ser a mulher/homem na relação, independentemente de seu sexo, e, muitas vezes, desejam se vestir e “ser” como o sexo oposto.
Desde que não estejam vulneráveis e expostas a fatores agressivos, como a coação, as brincadeiras e manifestações sexuais infantis têm caráter exploratório e não revelam a orientação sexual da criança.
O que está em jogo para as crianças é a curiosidade e a busca pelo entendimento sobre as diferenças que as pessoas e o mundo lhes apresentam.
No entanto, sabemos que muitas crianças estão apresentando brincadeiras e comportamentos que fogem do aspecto puramente exploratório esperado em cada faixa etária. É preciso ficar atento à exposição precoce a conteúdos sexuais adultos e também à vulnerabilidade sexual infantil, que colocam as crianças diante de experiências que desrespeitam sua imaturidade biológica e psíquica.
Se a curiosidade e a exploração fazem parte do desenvolvimento saudável das crianças, por que alguns pais se incomodam quando se deparam com tais vivências de seus filhos e com a possibilidade de escolha sexual destes? Consideremos alguns aspectos relevantes.
A diversidade – e portanto as diferenças – aciona nossos pré-conceitos pessoais e sociais, acendendo nosso olhar pejorativo e discriminatório. Em busca de um dito padrão de “normalidade”, e quase sempre incomodados com os julgamentos e retaliações que eles próprios e seus filhos possam vir a sofrer, pais se angustiam com o fato de seus filhos poderem ser “diferentes” daquilo que imaginaram ou do que seu ambiente espera.
É comum pais, na ânsia de formar seus filhos de acordo com seus princípios e valores, esquecerem de colocar seus ideais e expectativas em uma posição que permitam seus filhos construírem sua própria identidade, descoladas das deles. Revela-se, assim, fortemente o desejo dos pais em relação à orientação sexual e aos papéis sociais que serão desempenhados pelos seus filhos no futuro.
Diante da possibilidade de algo “dar errado” ou “sair fora daquilo que esperavam e desejavam”, instala-se no adulto o medo e culpa, além de frustração e, em alguns casos, rejeição e sentimento de fracasso. Neste sentido, é preciso que os desejos dos pais em relação aos desejos dos filhos sejam separados e entendidos individualmente para que a criança não seja sufocada em suas possibilidades e escolhas, seja ela qual for.
Falta de informação, vergonha, culpa e outros sentimentos impedem muitos adultos de tratarem a sexualidade das crianças como algo natural.
Na tentativa de querer “corrigir” comportamentos infantis (em vez de compreendê-los) criam conceitos e regras que impedem a criança de experimentar e descobrir coisas e conceitos sobre a vida e tudo que ela lhe mostra de diferente. Ou ainda, criam rótulos com os quais a criança às vezes tem que carregar por toda vida, sem compreender qual o seu sentido.
Uma coisa sabemos e podemos compartilhar: a definição sexual de um indivíduo se dá pela interação entre fatores biológicos e ambientais bastante diversos e complexos. Por isso, podemos dar como certo que as brincadeiras – sozinhas – não definem a orientação de sexual de um indivíduo. Antes de induzir qualquer significado em determinados comportamentos infantis é preciso entender que através do livre brincar, crianças experimentam, aprendem e matam a curiosidade sobre vários aspectos existentes no mundo que a cerca.
* Texto escrito pela psicóloga Veronica Esteves de Carvalho, que tem 18 anos de experiência em psicoterapia para crianças, adultos e orientação a pais.

Um abraço e até breve !

UM OLHAR PARA O INTERIOR !!!





Dos céus olha o Senhor e vê toda a humanidade. Salmo 33:13


Na condição de jovem pastor com pendores intelectuais, bom preparo acadêmico e uma memória prodigiosa, Marlon Betz (pseudônimo) se orgulhava de conhecer toda a intelectualidade da teologia adventista do presente e do passado. Era uma espécie de dicionário ambulante de "quem é quem".

 Além de conhecer a formação da maioria absoluta dos principais professores de teologia dos seminários da igreja ao redor do mundo, ele dizia onde cada um trabalhava. É difícil entender qual é a utilidade de ocupar espaço no HD mental com esse tipo de informação, mas esse era seu hobby.

Um dia, conversando com ele, perguntei quem foi a primeira mulher adventista a dar aulas em tempo integral no Seminário Teológico Adventista, em Takoma Park, nos Estados Unidos. Ele fez uma busca em todos os seus arquivos mentais e não encontrou o nome. "O que você sabe sobre Leona Running?", eu o provoquei. "Nada", ele admitiu, humilhado. "Quem foi ela?"

Leona, que, no início da carreira, trabalhou na área de línguas estrangeiras de A Voz da Profecia em seu país e atuou como revisora da revista Ministry, foi uma respeitada linguista e erudita adventista. Doutora em línguas semíticas pela Universidade Johns Hopkins, assistente e biógrafa do notável arqueólogo William F. Albright, ela lecionou durante quase seis décadas no seminário da Universidade Andrews. Inspirou gerações de estudantes com seu conhecimento e sua compaixão.

 Falava várias línguas e motivava os estudantes de teologia a aprender as línguas bíblicas, pois eram as "ferramentas" do pastor. "Nunca mencione a palavra 'hebraico' ou 'grego' no púlpito, mas apenas apresente o que o original diz", ela aconselhava. "Assim, em vez de as pessoas dizerem: 'Veja quanto grego ou hebraico nosso pastor conhece', vão dizer: 'Nosso pastor faz a Bíblia falar para mim'."

Paradoxalmente, meu amigo Marlon, que se vangloriava de saber tudo sobre os eruditos adventistas, não sabia nada sobre Leona Rachel Glidden Running. Como explicar essa lacuna em seu conhecimento? Passei a chamar esse fenômeno de "paradoxo de Leona". 

Ou seja, quando achamos que conhecemos tudo sobre as pessoas e seu potencial, descobrimos que existem nomes e talentos notáveis sobre os quais nunca ouvimos falar! Nosso mundo mental é menor do que o mundo real. O universo das pessoas é infinitamente mais rico do que supomos e sempre tem a capacidade de nos surpreender.


Somente Deus conhece todas as pessoas e seus diferentes potenciais ocultos. Onde não vemos nada, Deus pode ver um professor, uma cantora, um médico, uma dentista, um administrador, uma construtora, um programador ou uma linguista de enorme talento. Todos somos vítimas do "paradoxo de Leona", menos Deus.


A Paz de JESUS seja com todos !


segunda-feira, 30 de maio de 2016



UM OLHAR PARA A CIDADE !!!



Transformação


Hoje não é o primeiro dia do ano nem segunda-feira. Os planetas não estão especialmente alinhados e nada conspira para tal. É apenas um dia comum, como qualquer outro. Será? Não, se o desejo de mudar é mais forte do que qualquer desculpa, atalho ou muleta que nossa mente insiste em criar para nos boicotar. A mudança que tanto almeja pode acontecer neste exato minuto, basta acreditar que é possível. E com este espírito de transformação iniciamos oficialmente o projeto Dia-a-Dia Sob Medida.
Não se trata apenas de mais um desafio de emagrecimento, tanto que pessoas de variados biotipos estão no projeto. A proposta é aprender a viver com saúde todos os dias. A ideia surgiu quando comecei a observar os hábitos dos meus colegas de trabalho. Um desastre! Logo que sugeri a proposta, a resposta foi imediatamente positiva: muitos pediram para participar e a empresa aceitou ajudar. E aqui estamos. Equipe de profissionais composta por nutróloga, nutricionista, psicóloga e professor de Educação Física está dando o apoio necessário para que os 32 participantes de várias áreas – incluindo a editora que vos escreve – alcancem seus objetivos. 

Transformação também é a palavra certa para o Minha História deste mês. Voluntários de grupo que visita a Cracolândia toda sexta-feira, em São Paulo, contam como é levar esperança para quem está desacreditado da vida. “Eles estão tão aprisionados no vício que esquecem como é jantar sentados à mesa, como é viver um Natal, uma Páscoa. Quando eles me escutam, enxergam que é possível sim voltar a viver em sociedade”, relata o voluntário Beto, ex-usuário e ex-traficante.
E amor à vida é o que não falta para Bruna Lombardi, estrela da capa da Dia-a-Dia de abril. A dona de incríveis olhos verdes e surpreendentes 63 anos de vida conversou com a repórter Miriam Gimenes. No bate-papo, Lombardi falou com orgulho da família que construiu e do amor pela profissão de atriz, escritora e também roteirista de cinema. O segredo? Ela mesma responde: “São grandes desafios e grandes buscas constantes. A felicidade é o caminho”.
No Assunto, falamos sobre as maravilhas e perigos que as mulheres enfrentam ao viajarem sozinhas e na Tudo Imóvel trazemos dicas de restauradores sobre maneiras bacanas de recuperar móveis desgastados. Confira também os melhores cliques no Momento Social e editoral supermoderno de casamento. E aí? Já começou a transformação? A hora é agora. Vamos com a gente!
Marcela Munhoz

Um abraço e até breve !
 

UM OLHAR PARA O INTERIOR !!!




Minha oração [...] é para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em Mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste. João 17:20, 21

O fato de o Salvador ter orado pela unidade entre Seus seguidores e esse assunto ter sido algo primordial em Sua mente pouco antes de Seu sacrifício no Calvário, é uma evidência de quanto o relacionamento entre os discípulos era abaixo do ideal. Afinal de contas, o último desejo de Jesus para Seus seguidores foi que eles deveriam se dar bem uns com os outros!

As Epístolas estão repletas de exortações para que os irmãos e as irmãs das novas congregações cristãs se dessem bem uns com os outros. E o conselho não foi limitado aos membros de igreja - foi também direcionado aos líderes de igreja.

Paulo exortou aos romanos que aceitassem "os fracos na fé, sem discutir assuntos controvertidos" (Rm 14:1). Alguns criam que podiam comer de tudo; outros, em limitar o que comiam. Não importa, diz Paulo, apenas não caia na armadilha de julgar o seu irmão ou irmã que não age conforme você age, ou não crê como você crê.

 No entanto, parece que era exatamente isso que os cristãos romanos estavam fazendo! Apenas alguns versículos abaixo, no capítulo 14, Paulo é obrigado a fazer uma pergunta retórica: "Portanto, você, por que julga seu irmão? E por que despreza o seu irmão?" (v. 10). Por fim, Paulo conclui, exortando: "Portanto, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua" (v. 19).

Novamente, dessa vez aos cristãos em Corinto, Paulo destaca práticas e atitudes que estavam ameaçando a unidade dos crentes: "Porque, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos?" (1Co 3:3). Os coríntios estavam divididos de acordo com o apóstolo ou líder que havia lhes apresentado o evangelho.

 Podemos imaginá-los debatendo e argumentando que Paulo tinha mais "autoridade" que Apoio, já que ele havia sido chamado pelo próprio Jesus. Paulo argumenta que ninguém é uma ilha; que ele não poderia ter feito sua obra sem Apoio, nem Apoio sem Paulo, nem Pedro sem Paulo e vice-versa, concluindo que "somos cooperadores de Deus; vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus" (v. 9).

Paulo entendia que a unidade da igreja devia ser almejada com o santo propósito de edificar o corpo de Cristo, a igreja.


A PAZ de JESUS seja com todos !


sábado, 21 de maio de 2016


UM OLHAR PARA A CIDADE !!!





JUNTOS, PORÉM SEPARADOS

“Somos casados no papel. Vivemos debaixo do mesmo teto. De vez em quando cumprimentamos um ao outro com um bom dia ou uma boa noite… De vez em quando (e olhe lá) também trocamos algumas idéias… Somos marido e mulher, contudo, não nos comportamos como tal. Já faz algum tempo que estamos assim: juntos, porém separados”.
Parece absurdo, mas esse paradoxo faz parte da vida de muitos casais. É triste dizer, mas são inúmeros os casamentos de “fachada”, isto é, aqueles que mostram uma felicidade aparente para a sociedade, entretanto, entre quatro paredes, o clima é outro.
 Nesse aspecto, o “até que a morte nos separe” chega mais cedo do que o esperado, ou melhor dizendo, não é a morte que os separa, mas qualquer motivo. O “felizes para sempre” passa ser uma desilusão e “o que Deus uniu não separe o homem”, uma interrogação.
Talvez você não seja separado judicialmente, mas esteja vivendo essa mesma contradição, com um casamento onde não existe mais amor, afeto e respeito. Vocês vivem somente de aparências. Talvez você nem saiba mais o que é dormir ao lado de seu cônjuge ou receber carinho da pessoa que um dia prometeu amar-te na “saúde ou na doença, na pobreza ou na riqueza, na alegria ou na dor”.
 Tudo isso acontece e seu cônjuge parece não dar a mínima. Nessas horas, pensamentos como “Ele(a) está me traindo” ou “Eu não sou mais uma atração para meu(inha) esposo(a)”. E o pior é que você sempre se pergunta: “Onde foi que eu errei? Por que o meu casamento está assim? O que fazer?”
Com certeza, muitos irão responder que a separação é o melhor remédio para esses casos. Porém, lembre-se sempre de uma coisa: a separação deve ser o último recurso para um casal. Enquanto houver possibilidades, haverá esperança. Sabemos que a batalha é e será desgastante, dolorosa, e que nem sempre todos os casais (ou um dos cônjuges) querem investir na relação.
 É lamentável, mas as estatísticas comprovam o crescimento cada vez mais assustador da separação de casais. Segundo a revistaVeja (Edição nº 1.704, de 13 de junho de 2001), “em 2000 houve 112.000 divórcios no Brasil.” Segundo, ainda a revista, “quando essa quantia é somada ao número de separações judiciais concedidas anualmente, cerca de 93.500, obtém-se uma dimensão do total de casamentos encerrados nos tribunais: 205.800 num ano.”
Os efeitos da separação, na maior parte dos casos, são extremamente traumáticos para os dois lados, mas principalmente para os filhos. Eles são os que mais sofrem. Contudo, se engana quem pensa que somente a separação no papel causa ressentimentos. Para os filhos, presenciar cenas de indiferença entre os pais, pode ser mais pesado e confuso. Ver os pais agindo dentro da própria casa como dois estranhos, é algo que marca para o resto da vida.
O que precisa haver é uma compreensão de ambas as partes. Procurar ajuda de especialistas na área familiar e aconselhamentos pastorais são algumas formas de se buscar consolo e quem sabe uma solução para o problema. Algo que deve ficar claro também é que o casal precisa saber o motivo, “colocar os pingos nos is”, saber o porquê de estarem agindo assim. Procurar a “raiz do problema” e mostrar interesse já é uma boa forma de trabalhar os conflitos.
Cabe aqui uma palavra. Tudo na vida é uma questão de escolha. O que você quer? Você escolhe continuar vivendo assim com seu cônjuge, privando-se de momentos ímpares de felicidade com ele(a), deixando, muitas vezes, até mesmo de viver, o que resulta em verdadeira perda de tempo; ou então, você escolhe mudar tudo, começar de novo e usufruir a vida abundante que Deus tem para vocês. Neste caso: “Você decide”.
Por Ana Paula Costa
Um abraço e até breve !



UM OLHAR PARA O INTERIOR !!!





Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma 
o sabe muito bem” (Salmo 139.13-14)

Hoje estamos comemorando o “Dia das Mães”. A data foi criada em maio de 1907 pela americana Anna Jarvis, mas, somente em 1932 foi instituída no Brasil. Desde então, todos os anos, o segundo domingo do mês de maio é dedicado às mães. E, para homenageá-las, trazemos, hoje, o exemplo de duas mulheres, que se mostraram grandes mães, por sua fé, sabedoria, garra e exemplo: A primeira delas é Joquebede, mãe de Moisés, considerado um dos maiores homens da humanidade. Ela foi uma mãe virtuosa, que conseguiu forjar em Moisés um caráter tão firme, que nem mesmo toda a filosofia do Egito conseguiu influenciar. Mas, antes disso, Joquebede precisou enfrentar inúmeros desafios e usar de sábias estratégias para salvar a vida de seu filho, que, no futuro, se tornaria o libertador de uma nação e o maior legislador de Israel. Uma dessas estratégias foi colocar Moisés em um cesto e lançá-lo nas águas do Rio Nilo, a fim de livrá-lo do decreto de morte de Faraó, que ordenou a morte de todos os filhos recém-nascidos dos hebreus (Êxodo 1.22). Confiança em Deus: essa foi a principal arma utilizada por Joquebede para enfrentar esse e muitos outros desafios com os quais se deparou. Aprendemos pelo seu exemplo, que os desafios que uma mãe enfrenta no dia a dia para criação de seus filhos podem ser vencidos por meio da oração e da confiança inabalável no Altíssimo.
A exemplo da mãe de Moisés, as mães dos dias de hoje, também precisam criar estratégias inteligentes para livrar os seus filhos do mal, sobretudo considerando a violência dos tempos nos quais estamos vivendo. Assim como Joquebede, as mães de hoje têm que betumar o cesto e, acima de tudo, confiar no Senhor, pois a mais difícil tarefa de uma mãe é soltar a borda do cesto. Ao tomar essa decisão, a mãe de Moisés não tinha ideia do que iria acontecer com o seu filho, quando soltasse o cesto sobre as águas do Rio Nilo. Contudo, ela confiou que Deus iria guiá-lo, vigiá-lo e levá-lo a um lugar seguro. E Deus, de fato, não só o levou a um lugar seguro, mas também fez dele o libertador de toda uma nação, e isso, simplesmente porque sua mãe confiou no Senhor.
Assim como Joquebede, outra mãe igualmente corajosa e merecedora de todo o nosso respeito é Maria, a mãe de Jesus. Maria era uma mulher humilde, pobre, mas não permitiu que o chamado para ser a mãe do Salvador a afetasse ou alterasse os seus valores. Ela simplesmente escolheu obedecer e, em obediência ao Senhor, correu todos os riscos de ser mal vista, de perder o noivo e de ser rejeitada por gerar um filho antes de se casar. Mas, independentemente dos perigos, Maria aceitou ser canal da maior bênção de todos os tempos: o nascimento do filho de Deus. Através dela o Salvador veio ao mundo.
Deus, como criador, criou o primeiro casal para que gerasse filhos, mas foi à mulher que Ele concedeu a honra de carregar em seu ventre e trazer ao mundo uma nova vida.
Que possamos, através do exemplo de Joquebede, Maria e de tantas outras mães descritas na Bíblia, homenagear a todas as mulheres que já são ou que um dia virão a ser mães. Que o Senhor abençoe a todas, dando-lhes graça e sabedoria para que criem os seus filhos nos caminhos do Senhor, ensinando-os a guardar tudo o que for bom e que agrade ao coração do Pai.
Que Deus abençoe vocês, mamães, e que vocês sejam grandes ajudadoras, primeiro para o Senhor e depois para os seus filhos. Feliz Dia das Mães!
Pr. Jorge Linhares


A PAZ de JESUS seja com todos !



terça-feira, 17 de maio de 2016


UM OLHAR PARA A CIDADE !!!




Anjo Gabriel


Gabriel chegou ao mundo no dia 5 de fevereiro do ano passado. Pesava 1 quilo e 950 gramas e media 28 centímetros. Sua mãe, Roseli Quitéria, 39, não conseguiu pegá-lo nos braços assim que ele saiu de seu ventre. Só fazia chorar. Ainda que ela tenha recebido a notícia no terceiro mês de gestação que o pequeno ­­– caçula de cinco irmãos – nasceria sem os membros, tinha fé e clamava para que algum milagre acontecesse na hora do parto. Ficou em choque. Pediu remédio para dormir.
Roseli casou-se duas vezes. Do primeiro relacionamento teve duas meninas, hoje já casadas. No segundo, nasceram dois meninos. Só que seu marido morreu de bronco-pneumonia e ela passou a sustentar os filhos com a pensão deixada de herança. Mas o destino ainda lhe traria surpresas: de um namoro, ficou grávida de Gabriel. Desta vez, no entanto, o pai não assumiu a criança.
Nascida em São Paulo, ela é uma mulher simples. Vive de aluguel na região de São Miguel Paulista e, por conta de todas as dificuldades que já passou, chegou a questionar a Deus quando recebeu o diagnóstico do pequeno. O médico que analisou seu ultrassom, entre um absurdo e outro, a aconselhou a procurar ajuda psicológica. Roseli pedia sinais. Em um exame seguido ao fatídico, ouviu novamente o coração do bebê. “Naquele momento disse para mim: ‘Vou querer meu filho do jeito que Deus mandou.” Embora ainda acreditasse no milagre, já mencionado no início do texto.
E sua história está no livro Gabriel – Quando o Coração Transborda de Amor, a Alma Suspira de Esperança, escrito por Wanderleia Farias e vendido no site www.livrodogabriel.com.br a apenas R$ 14,90. A ideia da escritora era juntar R$ 200 mil para comprar uma casa própria à mãe ­– que nem nos seus melhores sonhos contava com isso – e conseguiu. O que for arrecadado, agora, será usado para deixar o imóvel acessível ao pequeno. “Ele mudou muito minha vida e Deus o mandou com essa missão. Sempre fui mãe, mas nunca dedicada. Hoje sei disso”, confessa. Assim como o outro anjo, que procurou Maria há mais de 2.000 anos para anunciar o milagre da vida, Gabriel o é personificado. E só hoje Roseli sabe que Deus ouviu sim suas preces.
Miriam Gimenes é repórter do Diário há uma década e mãe do Lucas, 3

Um abraço e até breve !