quarta-feira, 22 de maio de 2013

um olhar para o interior

                                                UM OLHAR PARA O INTERIOR



"Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que lhe são enviados! Quantas vezes Eu quis juntar teus filhos, como a galinha junta seus pintinhos debaixo de suas asas, e não quisestes!"
                              Lucas 13 - 34.

           Sempre que o senhor Jesus se ausentava para falar com o pai, buscava sempre um lugar alto para poder assim contemplar a natureza, sentir-se a vontade. Sua conversa era sempre vinda do seu interior, ele falava do que lhe movia a alma e do que incomodava, ou; pesava-lhe no espírito.Penso que neste dia, em que ele do monte olha para Jerusalém, cidade dos seus irmãos de raça e, como Salvador, o lugar dos escolhidos do Pai, exatamente para acolhê-los como filhos, sua alma angustiada por ter sido rejeitado e o seu espírito triste por amar profundamente toda Jerusalém, que o tratava com indiferença, lançou o seu lamento. Imagino-o no silêncio da madrugada, olhando a movimentação soturna de algumas pessoas. Algumas em suas casas entregues ao sono pelo cansaço da labuta do dia; outras levadas pelo vazio, buscando alegria e a satisfação nos prostíbulos ou em algum lugar propício aos seus atos ávidos pelo prazer na busca de se livrar do vazio da alma ou, pensando que pela sua entrega, receberia um pouco de amor.

           Havia ainda os que estavam entregues ao crime, ao roubo e toda sorte das más ações como se essas fossem normais ou naturais, geradas por uma sociedade que formada e composta historicamente por uma horda de homens detentores e representantes do poder político e econômico e que estimulam com seus maus procedimentos a muitos agirem contagiados, da mesma forma, egoísta, só se importa sua visão cultural individualista, em fazer o que agrada a si, mesmo que isso custe tirar o que aos outros pertencem, ou negar direitos que eles mesmos usufruem.

          O espaço que é do senhor no coração do homem se não estiver por Deus ocupado, torna-se exatamente naquele que move o homem à escuridão e o leva às práticas próprias das trevas, resultando em toda sorte de males, desde a solidão até a depressão e derrotas moral e espiritual.

          Não se sabe quanto tempo o senhor ficava em suas orações, mas é possível que ele ficasse o suficiente para observar a movimentação do dia, onde todos ficam ocupados nos seus  afazeres e trabalhos, lutando para ter o pão nosso de cada dia, ou, acumular riqueza. É claro que dentre todas as pessoas há os que o buscam e levem uma vida zelosa na Palavra de Deus. E que numa boa parte da noite estão como o Senhor Jesus, falando com o Pai, em benefício de si e dos outros.

          Apesar de estar lançando um olhar sobre a cidade de Jerusalém, o Senhor contemplava o interior de cada morador da cidade, porque ele sonda o interior de cada homem, pois somos aos seus olhos transparentes, e á sua onisciência, previsíveis.

          O versículo que segue o do cabeçalho desta reflexão é bem interessante, e aponta para as consequências das nossas ações. "Eis que vossa casa é deixada deserta; e vos digo que de nenhum modo me vereis até que chegue o tempo em que digais: Bendito o que vem em nome do SENHOR." As ações que mudam o rumo da nossa vida estão no poder das palavras, principalmente na língua, que é o leme do nosso barco: a vida. É o tempo de parar e refletir, e se perguntar como o Senhor ver agora o nosso interior. A palavra nos adverte. "examine-se o homem a si mesmo" 1 Co 11 - 28.

            Porque não cabe aqui proferir, juízo de sentença contra ou a favor de alguém. Somos nós e a nossa consciência quem nos julgam e nos conduzem aonde queremos ir, ou onde e como queremos estar.

           O desejo do Senhor Jesus é que onde Ele está, estejamos nós também

                              Bendito o que vem em nome do SENHOR.


                                      Eu abençoo a todos em nome de JESUS.


                                                      Scellmo Allberesz

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