UM
OLHAR PARA O INTERIOR
“Meu
mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como vos amei”. João
cap. 15 v. 12
Conheço um homem muito bem próximo a mim, que como
cristão, nas suas orações, pedia a Deus para amar a todos como ele era amado
por Jesus, e nesse todos, incluía-se os seus inimigos. Quem não quer amar e ser
amado? Quem não quer agradar ao senhor amando aos seus semelhantes?
O amor é um sentimento grandioso, profundo que transcende
o entendimento humano. Nas várias definições humanas declaradas por filósofos,
poetas, cantores e amadores perceberam que se trata de algo extremamente bom,
porém sentimos um limite no poder descritivo e conceitual, mesmo que na alma
haja um sentimento de que o amor é maior do que qualquer conceito, interpretação
ou entendimento humano. Na carta do apóstolo Paulo aos coríntios ele descreve,
movido pelo Espírito Santo que:
“O amor é sofredor
É benigno;
O amor não é invejoso;
O amor não trata com
leviandade, Não se ensoberbece,
Não se porta com indecência,
Não busca os seus
interesses,
Não se irrita,
Não suspeita mal;
Não folga com a verdade;
Tudo sofre,
Tudo crê,
Tudo espera,
Tudo suporta
O amor nunca falha;
Mas havendo profecias, serão aniquiladas;
Havendo línguas, cessarão; Havendo ciência,
desaparecerá.
Porque,
em parte conhecemos, e m parte profetizamos...” Icol. 13. 4-9
Agora percebemos que o amor é uma pessoa que declara
“ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém sua vida pelos seus amigos”
Jo. 15.13
E isso JESUS o fez. O amor só existe no interior do
homem. É fácil dominar e subjugar o mundo exterior, mas conduzir o homem
interior no caminho do amor é muito difícil porque a condição humana está
inclinada aos prazeres egoístas e a sua própria justiça.
Aos que tomem ao Senhor, andando no caminho pela
observância da sua Palavra e se submetem a vontade do Espírito Santo,
deixando-se conduzir pala Sua Direção, certamente, não serão perfeitos, porém
serão Santificados, separados para serem apresentadores das boas novas de
Salvação e serão instrumentos e canais para a manifestação d a vontade e do
poder de Deus de transformar pecadores em filhos de Deus.
Então, esse homem sem medir as consequências, ou melhor,
sem refletir no processo que passaria para conhecer como é amar com amor de
Deus, viu-se cercado por amigos, “irmãos” de igreja que creem que suas
condições de membro de uma denominação lhes outorgam poder para julgar a tudo e
a todos.
Um dos seus julgamentos é afirmar que a Igreja Católica é
a morada dos demônios e os espíritas são os demônios encarnados.
Num determinado dia esses irmãos que já haviam praticado
aborto, roubo, adultério dentro da igreja, e já até viveram homem com homem, e
que hoje pregam que quem é homossexual não tem direito ao reino dos céus, e
exploravam os filhos com trabalhos forçados e exaustivos, por serem admoestado
das suas condutas, não de forma direta, mas através de ensinos bíblicos,
encheram-se de ódio, e, juntos tramaram fazer silenciar esse homem.
A
estratégia foi desmoralizar a fonte (homem) e esvaziar o seu discurso (seus
ensinamentos), e o expondo a execração pública, além de busca julgamento e
condenação contra esse homem na justiça dos homens. Foram ao tribunal composto
por um juiz católico e um promotor espírita, ou seja, pediram justiça a Deus,
mas buscaram o favor do Diabo, desconsiderando a Palavra de Deus que nos
orientam com relação a questão dentro do povo de Deus, na comunidade e dentro
da igreja, pois “Quando alguém de vocês tem uma questão com outro, como ousam
levar o caso para ser julgado pelo pagãos e não pelos membros da igreja? Então
vocês não sabem que os cristãos é que vão julgar o mundo? E se é por vocês que
o mundo vai ser julgado, seriam vocês indignos de julgar coisas menos
importante? Vocês não sabem que nós havemos de julgar os anjos? Quanto mais as
coisas da vida cotidiana ! No entanto, quando vocês tem processo desta vida
para serem julgados, vocês tomam como juízes pessoas que não tem autoridade da
Igreja. Digo isso para que vocês se envergonham. Será que entre vocês não
existe ninguém suficientemente sábios para servir de juiz entre os irmão? No
entanto, um irmão é intimado em juízo por outro irmão, e isso diante de
infiéis! Só de existirem questões entre vocês já mostra que vocês falharam
completamente. Não seria melhor sofrer uma injustiça? Não seria melhor ser
roubado? Ao contrário, são vocês que roubam (a oportunidade de Deus agir) e
cometem injustiça (desobedecendo a Palavra); e isso com os próprios irmãos.” I
Co 6.1-8.
Esse homem foi acusado, julgado e condenado no mesmo
modelo de Cristo, pelos seus irmãos e pelo seu povo, numa semelhança como a dos
seus julgadores. Pilatos por causa do clamor público, mesmo não encontrando
fatos reais, um conjunto probatório para condenação, lavou as mãos e os
acusadores apresentaram acusações sem provas, tão somente insinuações, mas não
fatos. A semelhança está no clamor público, na falta de provas materiais, e a
condenação terem sido fundamentadas na palavra de duas pessoas que não provaram
que disseram. Quanto às testemunhas nenhumas sem exceção viram coisa alguma,
apenas ouviram dizer e inventaram históricas sem provas.
O promotor que só conhecera o homem no dia do julgamento
colocou na sua denúncia que esse homem buscou ser professor e pastor porque
esses seriam ambiente onde esse homem teria as oportunidades para cometer os
seus supostos delitos. Com isso dois legados seriam destruídos: o de professor
por ser formador de opinião e formador de alunos em cidadãos éticos e como
pastor, formador de homens de fé e sujeitos éticos para anunciar o Reino dos
céus. Isso foi feito antes com o Senhor até o levarem a cruz e a morte. A cruz
desse homem é caminhar com o peso do estigma, que apesar de difícil, não é
pesada, pois o Senhor levou esse fardo e o seu Espírito tem consolado e
conduzido esse homem no caminho da retidão e do amor.
Na prisão, atordoado, angustiado, mas sem perde a fé, a
esperança e a confiança em Deus, esse homem ouviu do Senhor as história dos
seus servos lançados a cova dos leões que mesmo famintos não o tocaram,
lançados na fornalha de fogo, não foram consumidos e o senhor estava com eles
seus fiéis servos. E José vendido como escravo separado se sua família foi
transformado em governador do Egito. A pergunta era recorrente. Porque e para,
que estou preso? O que eu fiz?
Até que um dia, na calmaria da vida e com p espírito
tranqüilo é muito feliz, esse homem ouviu o Senhor que revelou a razão e o
porquê do seu martírio: Para amar como CRISTO amou e ame é necessário passar
pelo que ELE passou e isso esse homem pediu e por isso passou. Olhar nos olhos
de quem tanto mal lhe fez e sem ressentimento oferecer perdão. Não somos
insensíveis aos sentimentos ruins, mas submetemos a Deus as nossas vontades de
justiça. Mesmo que o coração deseje a vingança, devemos insistir em nossas
orações a liberação do perdão.
Peço ao Senhor que abençoe o que abençoe e bendiga aos
que me amam, porém sou eu quem Nome de Jesus abençoo os que me amaldiçoam e
bendigo aos que me mal dizem e os declaro benditos, abençoados e perdoados
todos os meus inimigos em nome do Senhor Jesus. Pois perdoa é muito mais que
estender a mão.
E dizer eu te perdoo meu irmão usar a voz é fácil apertar
a mão também o difícil é revelar o coração. Mas se o coração perdoa é fácil
perceber pois o coração é cúmplice do olhar Perdão que sai do olhar Perdão que sai do coração,é joia rara de encontra, E está na sinceridade de um olhar.
O olhar de CRISTO para os céus e clamar Pai, perdoa-lhes
eles não sabem o que fazem.
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